
As centenas de jovens que se manifestaram nesta quarta-feira, dia 4 de Fevereiro, na capital do país, foram impedidos dos seus intentos pelas forças da ordem e segurança que fizeram deslocar para as ruas que vão do Cemitério de Santa Ana até ao Largo 1.º de Maio centenas de elementos das forças especiais, no caso, a Polícia de Intervenção Rápida (PIR).
As centenas de manifestantes, na sua esmagadora maioria jovens, foram impedidos pelas forças de segurança de progredirem nas ruas da capital com a manifestação agendada para esta quinta-feira, dia 4 de Fevereiro, quando se assinala o 60.º do primeiro dia do início da luta de libertação nacional.
Ainda nas imediações do Cemitério de Santa Ana, os jovens foram dispersos pela Polícia de Intervenção Rápida, que incluía efectivos a cavalo. No final da manhã, havia notícia de dezenas de detenções, apesar de tudo, alguns jovens mais obstinados teimavam em chegar ao Largo 1.º de Maio, ainda que o objectivo final da manifestação fosse as imediações do palácio da Colina de São José, a sede do poder em Angola.
Numa primeira fase, as forças da ordem e de segurança procuraram demover os manifestantes, para logo serem dispersos a tiro e com recurso ao gás lacrimogéneo pelas centenas de efectivos das forças de segurança presentes no local.
"45 Anos é muito, MPLA fora" surge como o lema desta manifestação, tendo um dos organizadores, a Sociedade Civil Contestária, afirmado que em todo este tempo de governação a vida dos angolanos "só piorou", com particular acutilância para as questões do emprego, saúde e educação.
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