
A província do Huambo é, tão somente, a quarta maior praça eleitoral do país, depois de Luanda, Huíla e Benguela e, por este facto, a ‘aposta’ em duas mulheres vai atrair mais eleitorado, sendo que, o MPLA conta com Lotti Nolika para ‘derrubar’ as intenções do ‘Galo Negro’ que apostou em Navita Ngolo, filha do dirigente da UNITA Eugénio Manuvakola.
Eleita com 568 votos, Lotti Nolika, por sinal membro do Comité Central substituiu Joana Lina do cargo de 1ª secretária dos ‘Camaradas’ na província do Huambo.
Feitas as contas, estas duas senhoras irão travar uma batalha política que vai ficar cada vez mais acirrada a medida que nos aproximamos das eleições.
Já a pensar nos desafios futuros, já que o lema que norteou a sua eleição foi “MPLA e os desafios do Futuro”, Lotti Nolika afirma que, longe de ser um privilégio, ser 1ª secretária do maioritário no Huambo trata-se de uma grande responsabilidade, tendo em conta os desafios do presente e do futuro do MPLA.
Por esta razão, disse que vai continuar a servir o partido com responsabilidade e determinação, com o compromisso de trabalhar para o bem-estar da população, realçando que, está aberta a críticas construtivas.
“O nosso objectivo é fazermos uma liderança na qual todos se revejam e sintam a necessidade de participar no processo de consolidação da coesão dos militantes”, enfatizou a dirigente político-partidária.
A nova secretária provincial da UNITA no Huambo, Albertina “Navita” Ngolo, nomeada, no mês passado, que substituiu do cargo Alcino Jonas Kuvalela, ao cargo de secretária provincial do ‘Galo Negro no Huambo, considera as igrejas como parceiras imprescindíveis na formação da consciência da cidadania para o desenvolvimento das comunidades.
Para a sua afirmação na arena política naquela província localizada na região central do país, Navita Ngolo, ex-segunda vice-presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, defendeu uma maior abertura das instituições do Estado, disponibilizando informações credíveis para a identificação das dificuldades e resolver os problemas que afligem as populações do país.
Troca de galhardetes ou amizade colorida?
Enquanto noutras paragens o clima tenso e a troca de galhardetes caracteriza a contenda entre os dirigentes do MPLA e da UNITA, como aliás, já acontece em Benguela onde Bento Kangamba troca farpas com Adriano Sapiñala, no Huambo, as duas adversárias políticas saudaram-se de forma cordial e ainda não se vê qualquer sinal neste sentido.
Entretanto, Albertina Ngolo manifestou-se disponível em colaborar com as autoridades locais e a sociedade civil na identificação dos problemas da província.
"A UNITA tem esta responsabilidade de colaborar para os desafios que se impõem, servir melhor os cidadãos e fazer do Huambo e de Angola um lugar melhor para se viver”.
Lotti Nolika, nas vestes de governadora do Huambo e também de 1ª secretária do MPLA, garantiu à nova secretária da UNITA estar aberta para "um diálogo permanente” para, em conjunto, trabalharem no desenvolvimento da província.
Contudo, embora tudo pareça bem, a pergunta que não se quer calar é a seguinte: Terá o MPLA fólego para voltar a fazer a proeza das eleições anteriores ou desta vez será destronado no Huambo?
Nas últimas eleições gerais de 23 de Agosto de 2017, o MPLA venceu por 3/2 no Círculo Provincial do Huambo, Planalto de Angola, com 347 mil e 763 votos, equivalente a 58,21 por cento, do total de votos válidos (597 mil e 459), cabendo-lhe, por isso, três dos cinco assentos parlamentares locais.
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