
A notícia da morte de JMS ao chegar na unidade - Aldeia do Hala-Kilembe -, vindo das matas do Kiangala onde, com outros jovens-adolesce ntes, tínhamos sido destacados a missão de cuidar/ patrulhar as mulheres, idosos, crianças e doentes, enquanto os homens (senhores e jovens) perfaziam a frente militar (Defesa Civil) na aldeia. Acabados de chegar, ouvirmos pela rádio a informação. Naltura, muito se dizia, entretanto, o tempo ajudou-nos a explicar que nem tudo que parecia era.
Hoje, podemos dizer que, respeitante a JMS, nem tudo deve ser pintado como se de um Deus se tratasse, tal como não podemos ser tão injustos em associa-lo ao Demónio. JMS teve seus altos e baixos e fez o que era necessário fazer (excepto alguns de seus desnecessários excessos), na altura.
Entretanto, se JMS tivesse tido a percepção e visão de JLO, de aceitar vaguear pelo deserto enquanto prepara-se para "assaltar" o poder, teria chegado a Presidente da República depois das Eleições de 1992, onde ficou em 2° lugar e, até diz-se que haviam indicações de que o fariam Vice-presidente
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