
Falta de estradas, água, luz, escolas e hospitais e um subdesenvolvimento grosseiro é o que se vê.
Exemplos disso existem aos magotes. Mas será que há algum gato escondido com o rabo de fora nessas terras?
Ernesto Muangala pode ser o ‘homem’ do presidente. Se olharmos para a longevidade do seu cargo na Lunda Norte.
Foi apelidado de Governador intocável, já que está no cargo há mais de 12 anos, por sinal, na mesma província cuja riqueza contrasta com a miséria da sua população e onde recentemente se deu a rebelião que culminou com um número considerável de mortos.
Com a entrada de João Lourenço em cena, no fim de 2017, e a queda dos ‘eduardistas’ de gema, vislumbrava-se a saída pela porta dos fundos de Muangala, um médico emprestado a Política, que, por incrível que pareça, denota ter mais de sete vidas, já que até os mais afortunados do Bureau Político estão a apanhar no ‘focinho’, conforme dizia o malogrado Jonas Savimbi.
Entretanto, se aventa a possibilidade deste homem dos diamantes, cujos resultados os Lundas apenas vêm o brilho nunca traduzido, na prática, em benefícios para as populações a ser afastado antes mesmo da pré-campanha “a doer”, porque, segundo alguns sectores da sociedade civil da Lunda Norte, não congrega os sensios da população.
As estradas continuam esburacadas e sem tapete asfáltico, a falta de água e energia eléctrica é outra realidade nua e crua do qual os angolanos estacionados na Lunda Norte vivem há mais de 30 anos.
Contudo, nem a solicitação dos angolanos é tida em conta para verem Muangala longe desta província que, em função do que dá ao Orcamento Geral do Estado (OGE) deveria merecer outra atenção e os seus habitantes terem melhores condições de vida.
O governador invisível da Lunda Sul
Se termos em atenção as acções que estão a ser desenvolvidas nas províncias do País, nota-se claramente que Daniel Neto, o ‘vizinho’ de Ernesto Muangala é um governador autenticamente invisível.
Nomeado em Dezembro de 2017, então com 39 anos de idade, Daniel Félix Neto viria a ser o 12º governador provincial da Lunda Sul e o mais jovem a dirigir uma província.
Daniel Neto que até então desempenhava as funções de administrador municipal de Saurimo, assumiu os destinos de uma província que se debatia com enormes problemas de energia eléctrica e falta de emprego.
Segundo apurou o Na Mira do Crime, estes problemas já vinham do tempo de Celestino Figueiredo Chinhama “Faísca”, que iniciou o ciclo de governação desta parcela do território angolano em 1978 e deixados por Ernesto Fernando Kiteculo, a quem sucedeu.
Todavia, as coisas, como em dizem as fontes deste portal nas Lundas, as coisas não mudaram. “Mudou apenas o motorista, mas o problemas continuam intactos e nem a juventude o governador está a ser capaz de driblar, os problemas sociais afligem o povo cada vez mais”, garante Salumbo Januário, um activista cívico local.
Kwata Kanawa dá o último suspiro político
Norberto Fernandes dos Santos "Kwata Kanawa", actual governador Provincial de Malanje, parece estar sem ideias. Falta-lhe aquela pujança dos tempos em que era Secretário para Análise e Estudos Políticos do MPLA, ou ainda Secretario para a Informação e Propaganda. Há nove anos em Malanje, Kanawa é uma sombra de si mesmo, para além de algumas obras do PIIM que chegaram para lhe dar algum alento, não se lhe reconhece um trabalho profundo para mudar a vida dos malanjinos. Norberto dos Santos, com a dinâmica que a política angolana vai seguindo, deve ser uma carta fora do baralho para os “Camaradas” na corrida das próximas eleições.
Adriano Mendes de Carvalho “perdeu gás”
A irreverencia e vontade de mostrar trabalho de Adriano Mendes de Carvalho, governador do Kwanza Norte, parece ter ‘murchado’.
Depois de uma passagem rápida por Luanda, onde calçou às botas e quis mostrar trabalho, Mendes foi despachado para ‘esquecida’ província o KN para, pelo menos, mudar o rosto da Cidade Jardim.
No entanto, há dois anos a governar os ‘kwanzanortenhos’, os habitantes da antiga Salazar ainda continuam a beber água de cacimba, numa província que é banhada pelo rio Kwanza, faltam postos médicos, o índice de desemprego é acentuado e o índice de sero prevalência é das mais altas do país.
Mas nem tudo é problema para Adriano, se por um lado o governador continua com dificuldades de mudar a ideia que a província só tem uma estrada, a Nacional nº230, Adriano Mendes é bom em falar ao público, convencer os desatentos, e pode ser uma aposta forte na corrida às próximas eleições.
Fonte: Na mira do crime
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