
Então acossado pelos sucessivos chumbos do seu projecto partidário - PRA-JA SERVIR ANGOLA - pelo Tribunal Constitucional, o político garantiu que com ou sem a sua formação política, seria um dos principais actores nas eleições de 2022.
Praticamente esgotadas as possibilidades de avançar com o seu projecto partidário, Chivukuvuku, tido por muitos como "um bicho político", parece ter feito jogadas que atraíram até os seus algozes, ao ponto de constituir-se, como ele próprio diz, "numa menina bonita que todos querem".
Não foi por acaso que revelou que estava a ser contactado por várias forças políticas. Mesmo não tendo citado o MPLA, garantiu que não fecharia a porta ao partido no poder, desde que este aceitasse todas as suas condições.
Este portal sabe que Abel Chivukuvuku terá sido contactado por altos dirigentes do MPLA, mas as suas contrapropostas foram rejeitadas.
Abel só aceitaria ingressar no MPLA se fosse para ser cabeça-de-lista ou, no mínimo, ser o segundo.
Ainda assim, adianta a fonte, o político, que já foi líder da coligação CASA-CE, foi aconselhado a não voltar a fazer parte desta força política, agora liderada por Manuel Fernandes, mas sim a abraçar outra mais ou menos organizada e estruturada.
A título de exemplo, lhe foi sugerido o Bloco Democrático, com quem, afinal, já mantinha alguns acertos, numa altura em que já se aventava a saída de Justino Pinto de Andrade da liderança desse partido.
Com anúncio já feito, dentro de três meses, sensivelmente, Chivukuvuku será confirmado como líder do BD, estando em curso o processo de elaboração de estatutos.
Com a lição bem aprendida, espera-se este político venha moldar o seu novo partido à sua maneira, agrupando todas as sensibilidades.
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