
De acordo com a família da vítima, o crime aconteceu às 05horas, da manhã do dia 07, do mês em curso, quando o "Boca", em companhia dos amigos, tentaram supostamente assaltar um telefone na via pública, intenção frustrada por moradores do bairro.
Domingas António, mãe da vítima, conta que momentos depois da tentativa do assalto, os amigos meteram-se em fuga, e o seu filho ficou no terreno.
Domingas, acusa o vizinho apenas identificado por Manuel, de espancar brutalmente o seu filho e deixá-lo fisicamente debilitado. "Mesmo depois de saber que devolveram o telefone ao senhor, o vizinho começou a espancar com muita violência o menino com um pau, e lhe deixou com muitas feridas", acusa, para depois afirmar que o mesmo vizinho é meliante.
Inconformada com a morte do filho, a progenitora culpa a polícia local de actos desumanos.
"Deveriam ter levado o menino há um hospital, antes de o colocar nas celas. A surra que ele apanhou afectou o peito e a cabeça", lamentou.
Funeral sem data marcada
O familiar lamenta a posição da polícia que recusa-se em prestar apoio à família, uma vez que o "Boca", perdeu a vida nas celas.
"Vai completar uma semana amanhã terça-feira (hoje), desde que o meu sobrinho morreu e ninguém nos diz nada", lamenta.
Segundo o tio da vítima, a polícia local, inicialmente escondeu a morte do menino, com medo de sofrer pressão por parte da família.
"Tivemos conhecimento da morte do menino, quando a minha irmão foi levar comida para ele, informaram-lhe que o rapaz foi levado para o hospital Maria Pia, para assistência médica, afinal foi posto na morgue", acusou.
Polícia 'fecha-se em copas'
A Imprensa tentou contatar a comandante do posto policial km-9/A, subinspectora Estefânia Lourenço, para obter mais informações, infelizmente fomos mal sucedidos.
Fonte: Na Mira do Crime
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