Chivukuvuku encaixa PRA-JA na UNITA


Enquanto todos olham para a criação de uma frente unida contra o MPLA, em poucas semanas, após o seu lançamento, a política, tão dinâmica que é, trouxe outros elementos, com a indicação de Abel Chivukuvuku para liderar o Bloco Democrático e, agora, com a provável fusão do Projecto PRA-JA Servir Angola na UNITA.

Nesta sexta-feira, 5 de Fevereiro, o porta-voz do Projecto PRA-JA Servir Angola, Xavier Figueiredo, ouvido pela Rádio Nacional, revelou existirem comissões a trabalharem no processo do regresso de Abel Chivukuvuku para A UNITA, e que, na devida altura, serão dados mais detalhes.

Desde a criação da frente unida contra o partido no poder que tem como percursores a UNITA, o BD e o projecto PRA-JA Servir Angola, que se fala muito sobre como essa hipotética frente trabalharia: coligação ou partido?

Alguns círculos dentro do maior partido da oposição ouvidos pelo Na Mira do Crime, acreditam que uma frente poderia derrubar copiosamente o regime do MPLA.

Mas alguns pensam bem diferente: A UNITA, sozinha, pode protagonizar tal viragem, bastando para isso que as eleições sejam livres e justas. Estes opõem-se à aglutinação de forças políticas, com pouca representatividade. No seu entender, a criação de uma frente unida, pressuporia a definição de regras de algum equilíbrio para não ferir sensibilidades dos seus integrantes.

"Alguns, sozinhos, não conseguem obter um deputado sequer, mas dentro dessa frente vão querer fazer exigências", prevêem esses quadros, ao mesmo tempo que não desejam seguir o caminho que a CASA-CE seguiu: os que trabalham e aqueles que nada fazem vão querer a mesma coisa.

Sugerem, por outro lado, que o formato que se pretende seja diferente de uma coligação, porque tem que se ter em conta o day-after. Se se ganhar, acrescentam, as coisas podem ficar facilitadas, mas se houver apenas uma aproximação ao MPLA, em relação de número de deputados, a confusão pode instalar-se.

Defendem, por isso, que se constitua um partido político que vai acomodar os outros projectos políticos.

A UNITA, desde modo, afigura-se como um partido- mãe, com a missão de dirigir o projecto de unificação que, se espera nada fácil.

SAI COMO PERVERSO E ENTRA COMO PRÍNCIPE

Não há margem para tanta dúvida sobre o regresso de Abel Chivukuvuku ao partido que o viu crescer em todos os níveis.

Sobre as razões que o levaram a abandonar esse partido, nada sobrou que o possa impedir voltar a filiar-se no maior partido da oposição já que os seus perseguidores, na sua maioria, já não fazem parte da direcção da UNITA.

Os rostos que ainda continuam aí, não têm poder de decisão. Basta Abel entrar para os seus fãs o seguirem.

Uma das vantagens de Chivukuvuku é de ser amigo visceral de Adalberto Costa Júnior, sendo que mesmo o mau momento vivido na UNITA não teve as impressões digitais de ACJ, mas tão-somente ficou mal na fotografia Isaías Samakuva que, mesmo sendo líder da UNITA, deixou -se influenciar pela ala dura do partido, com intrigas, visando manchar aquele, que depois de abandonar o partido criou uma coligação que em, apenas 4 meses de existência, participou das eleições e obteve 8 deputados.

Nove anos depois de sobreviver politicamente fora dos maninhos mostrou as suas valências e, hoje, ninguém duvida do seu protagonismo Político que o coloca mais próximo de uma figura presidenciável.

As jogadas políticas efectuadas e ainda em curso fizeram com que tanto o Bloco Democrático como o PRA-JA estivessem mais próximos de fazerem parte da UNITA, daqui para frente.

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