
“Estávamos concentrados, apesar de poucos, como habitual no cemitério da Santa Ana para manifestação de repúdio ao caso Cafunfo e demais falcatruas do MPLA”, lembrou, para nossa surpresa, continuou, “surgiram alguns agentes da Polícia Nacional que nos dispersaram, procuramos um outro local e começamos a marchar, mas em frente ao Comando Provincial encontramos uma barreira e fomos impedidos de ultrapassar”.

Kenia uma das poucas mulheres que aderu a manifestação, conta que apesar da barreira passaram e é justamente aí onde começou o terror.
“Lançaram gás lacrimogénio e em função do meu estado de saúde tive uma recaída, e daí começou a agressão dos agentes, num total de cinco, que me batiam em toda parte do corpo com porretes, bicos, socos e por conta disso facturei o pulso, por pouco perdi a vida”, recordou, para depois sublinhar que, foi graças a outros manifestantes que conseguiu sair viva da agressão.
“Fui socorrida de imediata pelos companheiros que me levaram rapidamente ao Hospital Américo Boa Vida”.
De acordo com a nossa entrevistada, no mesmo hospital encontrou outros manifestantes que também tinham sido vítimas de agressão das autoridades policiais.
“Infelizmente, por conta da burocracia não fui atendida, e com dores tive que regressar à casa”.
Questionada se vai participar de outras manifestações, a jovem disse que só deixará quando ver o seu dever de cidadania cumprido.
Kenia fez saber que tem três companheiros desaparecidos por conta da “velha mania” do MPLA, de sumir com os manifestantes e deixar em lugares incertos.
C/Na Mira do Crime
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