
O grito de socorro dos reclusos, deve-se pelo facto de encontrarem-se em grande número, e por estarem supostamente a sofrer vários maltratos, desde a falta de espaços nas celas, materiais sanitários, bem como a entrega tardia da logística por parte dos efectivos do SIC.
"Por favor, também somos pessoas, vamos morrer, está muito quente, socorro, nos ajudem", clamavam.
De acordo com algumas famílias encontradas em frente a unidade de polícia e que solicitaram o anonimato, com medo de sofrer represália, nas celas daquele comando, "há detidos em estado de saúde débil e que não são até o momento ouvidos pela Procuradoria Geral da República".
"Há casos em que somos burlados pelos agentes do SIC, que pedem 30 a 50 mil kwanzas, para soltar o detido, mas em algumas vezes isto não chega a se efectivar", denunciam.
As famílias agastadas com o tratamento dispensado pelo SIC, foram mais além com as denúncias.
"A comida, por exemplo, você traz cedo, mas o menino no dia seguinte reclama que não viu a mesma", descobriram.
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