Ao tentar esclarecer os meandros do massacre de Cafunfo, o Presidente do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, Zeca Mutchima, revelou ao Na Mira do Crime que as armas de fogo e todos objectos contundentes apresentados pela Polícia Nacional, como tendo sido capturados dos manifestantes, já tinham sido apresentados à imprensa em 2014.
"E nós temos provas", desafiou. Para Zéca, as afirmações do Comandante Geral da Polícia revelam falta vontade de saber a verdade.
"Ele sai dos gabinetes para o terreno para ouvir só uma parte que, por sua vez, presta declarações infundadas", assinalou augurando que o responsável "tenha coragem de abordar os responsáveis do Movimento do Protectorado para que estes apresentem a versão real do que se passou no Cafunfo.
"Nós nunca usamos armas, desde 2016 as nossas manifestações foram sempre pacíficas, apesar da repreensão da Polícia e das Forças Armadas", asseverou, acrescentando que existem provas de que os acontecimentos de Cafunfo são sequência de actos de prisões, mortes e perseguições aos membros do movimento.

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